
Campina doce menina
Por entre as serras a descansar
O teu lençol feito de neblina
Encobre as belezas que o sol faz revelar
Vim me abrigar em teus braços
Enebriar-me em teus amassos
Em tuas ruas caminhar meus passos
Nos teus ombros meus cansaços encostar
Sentir no rosto o teu ar invernal
Poder voltar a ser menino
Esconder-me em teu vestido junino
Numa festa sem igual
Há teu São João
Fogueira, bandeirola e balão
Forró, Luiz Gonzaga, baião
Do mundo se fez o maior e outro não existe não
Sois a rainha da Borborema
Nascida como de um poema
Onde o povo nasce e sonha
Sem pesadelo ou aflição medonha
Lá onde brigam o galo e a raposa
Voam a borboleta e a mariposa
Por sobre a praça do poeta adormecido
Nunca vi lugar mais belo nem nada parecido
Eis me aqui Campina Grande
Vim tomar-te como amante
Em teu seio me aninhar
Cuida de mim princesa da serra
Que por ti meu amor nunca se encerra
E em devoção irei te amar.