quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Sigo...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Tempo

Mais um que o tempo venceu".
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Memórias
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Caleidoscópio
Tenho todas as cores em mim
O branco da paz que não encontrei
O azul do céu que nunca toquei
O verde esperança que jamais tem fim
No amarelo do medo a me embotar assim
No vermelho do sangue me apavorei
No preto véu da noite, cego tateei
No rosa da tua carne descansei enfim
Todas as nuances desse etéreo arco
No balançar das tuas ancas feitas de giz
A deslizar no meu leito, doce meretriz
Entre tuas coxas vou fincar meu marco
Arder em suores, calores febris
Vou pintar o sete, te fazer feliz.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Segredos de mulher.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Sair da margem, mergulhar em mim.
domingo, 20 de setembro de 2009
É mais forte do que eu.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Gato pingado???
Amor de menino.
Soneto do breve encontro.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Amor Errante
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ainda resta amor em mim
Uma lua apenas
Soneto passarinho
Últimos passos
Para a sogra com amor
Velha chata, impertinente.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Variações sobre o mesmo tema
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A casa é sua.

Fui marcado a ferro em brasa
Quando te deixei invadir a minha casa
E fazer dela a tua morada
Ficastes a vontade como quem já conhecia
Bagunçastes a sala, revirastes a cozinha
Mudastes tudo de lugar e a casa já não me pertencia
Em toda brecha o teu cheiro
Em todo espelho a tua imagem
Saístes como quem foge ligeiro
Ligeiro que até esquece a bagagem
O quarto órfão do teu calor
A cozinha sem teu tempero, sem sabor
O Banheiro sem tuas ancas, sem odor
A minha vida sem a tua, sem amor.
Fábio Viégas 8 de Setembro de 2009
domingo, 17 de maio de 2009

Campina doce menina
Por entre as serras a descansar
O teu lençol feito de neblina
Encobre as belezas que o sol faz revelar
Vim me abrigar em teus braços
Enebriar-me em teus amassos
Em tuas ruas caminhar meus passos
Nos teus ombros meus cansaços encostar
Sentir no rosto o teu ar invernal
Poder voltar a ser menino
Esconder-me em teu vestido junino
Numa festa sem igual
Há teu São João
Fogueira, bandeirola e balão
Forró, Luiz Gonzaga, baião
Do mundo se fez o maior e outro não existe não
Sois a rainha da Borborema
Nascida como de um poema
Onde o povo nasce e sonha
Sem pesadelo ou aflição medonha
Lá onde brigam o galo e a raposa
Voam a borboleta e a mariposa
Por sobre a praça do poeta adormecido
Nunca vi lugar mais belo nem nada parecido
Eis me aqui Campina Grande
Vim tomar-te como amante
Em teu seio me aninhar
Cuida de mim princesa da serra
Que por ti meu amor nunca se encerra
E em devoção irei te amar.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Despojos de guerra

Quando fitei teu corpo branco em flor
Desejei tua boca rosada, molhada ao redor dos dentes
Teu peito arfante e inquieto, alvos seios inocentes
Tuas mãos pequenas teus olhos de mar
Tomavam e retinham tudo que havia em mim
Meu corpo queima, minha boca seca
Nada há mais em mim que não te pertença
Nada há em ti que eu não deseje
Eu te violo em pensamentos
Em espasmos de gozo e êxtase
Perco-me no vale entre os brancos montes
Já não somos dois e a fusão é completa
Tu ris e choras, olhos cerrados, mãos espalmadas
Os lábios mordidos e as pernas a me laçar
De repente meu nome explode em tua boca
Teu corpo desfalece como pássaro abatido em vôo
Leves espasmos restam ainda, despojos de guerra
Teus poros se desfazem do arrepio
E eu te abraço e te abraço.