quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Eu



Eu
Que me banhei em lágrimas
Eu …
Que despenquei dos mais altos montes
Eu
Que estive perto do céu
Para apenas despencar de novo
Que despertei do sonho
Que sufoquei em pesadelos
Que tantas vezes perdi
E me perdi tantas vezes
Eu
Que já estive tão só
Eu
Que de tão só quis morrer
Morrer de amor...eu
Eu
Das incontáveis despedidas
Eu
Das saudades inconsoláveis
Eu
Que já nem me lembro mais
Que sou feito de tantos ais
Eu
Esquecido e desprezado
Tantas vezes ignorado
Eu...
Que apesar de tudo
Mesmo calado, mudo
Eu...
Resisto
Eu
Que insisto
Que desafio a morte
Onde tantos sucumbem
Eu faço das agruras poesia
Eu...
Que dou vida à letra morta
Meu legado é este
A letra
Que resiste
Que se molda
Sem se quebrar
Eu meu amigo, sou a letra
Em minha poesia a se revelar
Eu...
Poema em construção
Sou carne, sangue e coração
Vicissitude que já não se encontra mais
Que espera morrer em paz
Na certeza de ter sido eu...


Nenhum comentário:

Postar um comentário